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Projeto 50 Telhados solares é lançado em Uberlândia (MG)

A Econova Sistemas de Energia lançou nesta semana o projeto 50 Telhados fotovoltaicos na cidade de Uberlândia, Minas Gerais. A proposta é instalar 50 kits fotovoltaicos entre 2kWp e 3kWp em construções comerciais e industriais da cidade, durante o ano de 2013. Todo o investimento virá dos próprios empresários locais que se interessarem em obter a instalação.

Até o momento, duas unidades já foram instaladas, e outras seis deverão ser implantadas entre os meses de março e abril, sendo capazes de gerar localmente energia entre 3 mil e 4,5 mil kWh por ano. A consulta de acesso com a distribuidora local, Cemig, para a instalação do sistema de compensação e conexão de microgeração, será realizada ainda nesta semana.

Segundo o diretor geral da Econova, Gustavo Malagoli Buiatti, a proposta foi muito bem recebida pelos empresários da cidade, como uma questão de prática sustentável e inovação, apesar de exigir um aporte que ainda é considerado elevado. De acordo com o executivo, os empresários que desejam adotar o sistema terão um investimento em torno de R$20 mil, dependendo da estrutura do telhado.

“Estamos confiantes, até pela receptividade do empresariado local, e pelos apoios que a gente teve. Sabemos que é uma fonte de energia que trata de uma questão de tempo para ser adotada no País”. O projeto conta com o apoio da Associação Comercial e Industrial de Uberlândia, da Prefeitura Municipal de Uberlândia, e da Faculdade de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Uberlândia (FEELT – UFU).

A universidade conta com disciplinas que abordam o tema em cursos de pós-graduação, e usará alguns projetos para estudo. O gerente acredita que o estudo servirá como base para a criação de uma massa crítica importante para futuras instalações na região.

Sobre a semelhança do projeto com os “120 telhados solares” – resultado de uma parceria entre o governo, distribuidoras de energia e universidades ainda em 2010, para avaliar o comportamento da instalação dos sistemas fotovoltaicos, em seis Estados – o diretor da Econova concorda, mas aponta a diferença na injeção do investimento e concentração das instalações.

No caso dos 120 telhados, a diferença é que o investimento, nesse caso, foi realizado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e pelo Fundo Nacional de desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), e o projeto foi diversificado em diferentes Estados.

“Nós vamos executar a instalação, fornecer o equipamento, mas o investimento é do empresário local. Vamos utilizar todos os resultados das instalações para interagir com a Cemig, até para ver como será o impacto da microgeração. A universidade também estará envolvida no monitoramento remoto para analisar a performance. Vamos validar pontos diferentes na cidade, para ver a diferença em termos de radiação e produtividade, visando sempre instalações em ambientes sem sombreamento, com boa orientação norte”, declarou o especialista.

Fonte:  Jornal da Energia

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